Cap. 1.3. Os componentes: Potenciômetro

Cap. 1.3. Os componentes: Potenciômetro

06/12/2017

  Olá leitor! Hoje vamos falar um pouco sobre os reostatos, ou melhor dizendo, potenciômetros e trimpots: Um potenciômetro ou um trimpot é um resistor com resistência variável entre um valor mínimo e máximo. Veja a simbologia destes componentes:

   Existem dois tipos principais de potenciômetros. Os potenciômetros lineares e os potenciômetros multivoltas. A imagem abaixo é de um potenciômetro linear e mais abaixo você verá o diagrama interno dele.

  Um potenciômetro consiste num material resistente a eletricidade com dois terminais fixos e um ponteiro acoplado a um eixo. O ponteiro drena a energia para o terminal variável. Ao girar o eixo, o ponteiro se movimenta e desliza sobre o material resistente. Quanto mais longe o ponteiro ficar da entrada de energia, maior vai ser a resistência, já que a energia terá que percorrer uma distância maior do material resistente para chegar até o outro polo (o ponteiro). Ao chegar no fim do material com o ponteiro, se atinge a resistência máxima que o componente pode oferecer. Por isso é chamado de potenciômetro linear: a resistência aumenta ou diminui dependendo da movimentação do eixo.

  Um exemplo de aplicação de um potenciômetro linear é um amplificador de áudio. Para aumentar ou diminuir o volume, giramos um botão no aparelho de som e é nesse botão que há um potenciômetro.

  A imagem ao lado é de um potenciômetro multivolta.

 

  A diferença entre um potenciômetro linear e um potenciômetro multivolta é que o multivolta permite um ajuste mais preciso da resistência elétrica. Um potenciômetro multivolta também é maior do que o modelo linear e possui um eixo sem fim (do tipo helicoidal). Veja o diagrama abaixo.

  Observe agora, o diagrama de um potenciômetro linear:

  Potenciômetros duplos: dois resistores variáveis controlados pelo mesmo eixo. Isso é utilizado em circuitos de áudio, por exemplo, onde um potenciômetro tem que controlar o volume de 2 canais de áudio.

 

  Outro tipo de potenciômetro é o deslizante:

  Funciona do mesmo jeito que os potenciômetros com eixo: ao mover a alavanca, o terminal variável desliza sobre o material que oferece resistência a passagem de energia. Quanto mais longe do terminal fixo de entrada de energia, maior é a resistência.

 

 

 

 

  A imagem ao lado é de um potenciômetro com chave.

  Potenciômetros com chave liga e desliga embutidos também são comuns. Podem ser utilizados em rádios, por exemplo. Quando move-se o eixo até o nível máximo de resistência (todo para a esquerda), o cursor ativa o interruptor que desliga o aparelho, já quando diminui-se a resistência, o aparelho é ligado imediatamente. Veja o diagrama de um potenciômetro com interruptor abaixo:

 

  Agora vamos falar um pouco sobre os trimpots. Eles são potenciômetros em miniatura e normalmente ficam dentro do aparelho, só servem para fazer calibrações na resistência quando se faz manutenção no circuito. Também podem ser encontrados trimpots multivotas, que funcionam de forma similar aos potenciômetros multivoltas. Veja abaixo, a imagem de dois trimpots.

 

  Potenciômetros e trimpots já vem com a resistência escrita no corpo, portanto, não há tabelas. Outra forma de saber a resistência é utilizando um multímetro com escala de resistência.

  A resistência que há dentro de um potenciômetro é feita a partir de fios de carbono ou nicromo (Níquel+Cromo). Esses fios são arranjados em bobinas em forma de anel, por onde o cursor (ponteiro) desliza sobre. Há também os potenciômetros de cermet (80% de cerâmica e 20% de metal). Os potenciômetros deslizantes utilizam os mesmos materiais.

 

  Potenciômetros de nicromo suportam uma quantidade de corrente maior. Como já foi dito, ao limitar a corrente, o resistor gera calor, ou seja, uma parte da energia é transformada em calor (efeito Joule), no entanto, potenciômetros de nicromo suportam temperatura um pouco mais altas e tem uma maior potência. Observe a tabela abaixo:

   Por exemplo, um fio de nicromo com 0,07 mm de diâmetro, 0,05 mm² de secção, 0,04 gramas por metro, possui um resistência de 224 Ohms por metro e a 200 graus célsius conduz 0,11 Ampere. Isso é para você ter uma ideia do motivo para se utilizar o nicromo em resistores.

  Para saber mais sobre o efeito Joule, clique aqui  ou clique aqui!

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FONTES e CRÉDITOS:

 

Desenhos e Imagens: Leonardo Ritter

Referências: Instituto Newton C. Braga e Universidade Federal de Santa Catarina

 

Última atualização: 22 de Julho de 2019.

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