Óptica - CD / DVD / BluRay - Parte 1
  • Leonardo Ritter

Óptica - CD / DVD / BluRay - Parte 1

Atualizado: Jan 6


Olá, leitor! Este artigo é sobre a história, as versões, os tipos e o funcionamento do CD, DVD e BluRay!

Neste primeiro artigo, será detalhado um pouco da história do CD e do DVD, as versões, os tipos de discos e capacidades. No próximo artigo, será detalhado a história do BluRay, as versões e capacidades.

As pesquisas envolvendo a luz como meio de manusear informações são muito antigas, anteriores à década de 1920, inclusive Einstein desenvolveu teorias envolvendo a luz e que seriam utilizadas no futuro para os estudo do laser, que atualmente é algo comum na tecnologia e nas nossas vidas.

O Compact Disc

O Compact Disc, popularmente chamado de CD, foi algo revolucionário no mundo da tecnologia, pois era o início da era do armazenamento de grandes quantidades de informações de forma digital. No ano de 1967, mesma época da criação do disquete, se registram os primeiros estudos e testes de gravação e leitura de dados digitalizados realizados pela NHK Technical Research Institute. A técnica de gravação crida a partir destes testes e estudos ficou conhecida como PCM (Pulse Code Modulation).

Nos anos 1970, mais especificamente em meados de 1972, uma empresa chamada Denon, divisão da Nipon Columbia, fez a primeira gravação de informações de forma digital, surgindo assim o primeiro disco "pseudo-digital". Após este acontecimento, a Sony, a Mitsubishi e a Hitachi desenvolveram um DAD (Digital Áudio Disc), que foi apresentado publicamente em 1977. Era um disco do tamanho de LP's comuns e com capacidade muito pequena (em torno de meia hora de música contínua).

O laser que conhecemos hoje surgiu nos laboratórios da Phillips em Eindhoven, na Holanda. Foram nestes laboratórios que as técnicas de gravação e leitura via sistema óptico foram aperfeiçoadas. A Sony, em meados dos anos 1980, ao ver um projeto de futuro, fez parceria com a Phillips e juntos desenvolveram o CD Player que nós conhecemos e utilizamos muito. A Phillips desenvolveu todo o Hardware enquanto a Sony desenvolveu toda a programação do CD Player. O CD virou uma tecnologia aberta, onde qualquer empresa poderia produzir CD Players, discos e até mesmo aperfeiçoar a tecnologia.

A primeira aparição do CD foi em 1982, quando as duas empresas o apresentaram para o mundo no All Japan Áudio Fair, uma feira de inovações na área da tecnologia. Logo após o CD se tornou a revelação do ano. Nesta mesma feira foram lançadas 30 modelos de CD Player e 145 títulos de discos produzidos pela Sony/CBS e por outras gravadoras da Europa lideradas pela Polygram.

Em Março de 1983 o CD chega à Europa e faz sucesso principalmente em Paris, capital da França. Em Junho de 1983 a novidade tecnológica desembarca na feira Consumer Electronics Show, realizada em Chicago, nos EUA. No Brasil, a Phillips lançou o CD Player em Outubro de 1984, conhecido como CD-204, que chegou as lojas em Novembro, antes mesmo da Gradiente, que lançou seu leitor em meados de Dezembro daquele ano.

Por ser uma tecnologia nova e em fase de popularização, os primeiros CD Players tinham preços que iam de U$ 900 à U$ 7,500. O início das vendas em nível mundial começou no final do ano 1983. Já em 1984 a Sony anunciou o Discman, sucessor do Walkman, algo que poucos gostaram. Em 5 anos, 30 milhões de leitores de CD e aproximadamente 450 milhões de discos foram vendidos.

Apesar da evolução na tecnologia que o CD representa, sua durabilidade é bem inferior à de um aparelho analógico. Os discos ópticos, se forem bem cuidados, duram décadas, enquanto que os leitores podem durar algumas mil horas. No início, um driver de CD era feito para durar cerca de 10.000 horas, só que com o mau uso e a qualidade de produção cada vez menor, a durabilidade caiu para cerca de 4.000 horas. No caso do CD-R, por exemplo, o desgaste e a troca ocorriam mais rapidamente, já que ele possui um modo de gravação diferenciado onde é aplicado uma corrente maior sobre o laser, Por ser um sistema que possui partes mecânicas, o CD Player sofre com a poeira e com a umidade que levam as oxidações do sistema, fora que há a necessidade dos ajustes mecânicos para manter tudo alinhado e funcionando!

Em meados do ano 2000, uma unidade óptica das mais "comunzonas" custava em torno de U$$ 42, enquanto as unidades de CD-ROM custavam em torno de U$$ 58 e as unidades de DVD superavam os U$$ 200.

Por ser uma tecnologia berta à todos, o CD teve que ser padronizado. O primeiro padrão para o CD-DA (Digital Áudio) se chamava Red Book. Com o passar dos anos, outros padrões foram lançados, para acompanhar a evolução desta tecnologia. Os principais padrões são listados abaixo:

> CD-DA (1982): Red Book;

> CD-ROM (1985): Yellow Book;

> CD-I (1987): Green Book;

> CD-ROM MO/WO (1990): Orange Book;

> DVD (1994): White Book

CURIOSIDADE: Todas as anotações durante a criação desta tecnologia foram feitas em livros com capa vermelha, por isto foi utilizado o nome "Red Book" para o primeiro padrão do CD, e posteriormente foram utilizados livros com capas de outras cores.

O Digital Vídeo Disc

O DVD, evolução do CD, surge em 1994. Nesta época haviam duas tecnologias que estavam disputando entre si: a MultiMedia Compact Disc (MMCD), que também foi desenvolvido pela Sony e pela Phillips, e a Super Density Disc (SD), desenvolvido pela Toshiba, Warner Home Entertainment, Matsushita Electric (Panasonic), Hitachi, Mitsubishi, Pioneer, Thomson e JVC.

As duas tecnologias eram distintas e o grupo de empresas vencedor iria ter grandes lucros, pois o mundo do cinema esperava ansioso por algo que pudesse substituir a velha fita VHS. Muitas empresas também estavam preocupadas com as diferenças no projeto, pois ninguém queria que acontecesse problemas de incompatibilidade igual ocorreu com as fitas VHS e Betamax nos anos 1980.

Após um tempo de muita disputa, a Sony e a Phillips aceitaram o projeto do Super Density Disc, mas queriam impor algumas modificações. Entre estas modificações estão:

> A inclusão da tecnologia "Push Pull", que permite a passagem de uma cena para outra rapidamente, tecnologia semelhante à utilizada na troca de faixas de um CD

> A inclusão do sistema EFMPlus, criado pela Kees A. Schouhamer Immink e aperfeiçoado pela Phillips. O EFMPlus é um sistema de resiliência e resistência a intempéries (arranhões e impressões digitais), que era 6% menos eficiente que o sistema SD, criado pela Toshiba, e isto fez com que o disco tivesse apenas 4,7 GB de capacidade e não os 5 GB previstos no projeto original.

O projeto Super Density Disc foi batizado de DVD, sigla para "Digital Vídeo Disc" ou "Digital Versatile Disc", que em português significa "Disco Digital de Vídeo" ou "Disco Digital Versátil". Após o projeto ter sido concluído, o DVD foi lançado em 1995. O "Consórcio DVD" se tornou o "Fórum DVD", uma instituição aberta para todas as companhias que queiram produzir e melhorar a tecnologia DVD.

No Japão, em Novembro de 1996, o DVD começou a ser disponibilizado. Na Europa ele chegou em 1998 e na Austrália, em 1999.

Em 1996 surgiu o filme Twister, o primeiro a ser gravado em DVD, que també foi um teste para o Surround Sound 2.1. Em 1998, o filme “Era Uma Vez na America”, da FlashStar, foi lançado no Brasil, mas em razão da forte desvalorização do real em relação ao dólar e a demora sobre a região a ser adotada no Brasil, o DVD começou a ficar popular por aqui a partir do ano 2002. Em 1999, no Brasil, um DVD custava em torno de U$$ 300, e já em 2003 se tornou 80% do mercado de vídeos.

A indústria cinematográfica foi revolucionada com o DVD. Era um hardware de armazenamento barato, durável e se consegue ter uma qualidade de imagem superior se comparado com as velhas fitas VHS. O ponto negativo é a pirataria!

Para que se pudesse ter um controle sobre a disponibilização de conteúdo, um controle geográfico foi criado. Funciona assim: um DVD fabricado para uma determinada região do globo não vai funcionar em aparelhos fabricados para serem vendidos em outras regiões. Para isso, o globo terrestre foi dividido em seis regiões, sendo que cada uma possui um grupo de países e recebe um código.

Veja abaixo a lista de regiões:

> Região 1: Estados Unidos, Bermuda e Canadá;

> Região 2: Maior parte dos países da Europa e do Oriente Médio, Japão, Egito e África do Sul;

> Região 3: Sudeste e leste da Ásia, incluindo Hong Kong;

> Região 4: América Latina, Caribe, Austrália, Nova Zelândia e Ilhas do Pacífico;

> Região 5: Rússia, Ucrânia, Índia, maior parte da África, Ásia Central, Sul da Ásia, Coreia do Norte e Mongólia;

> Região 6: China.

Aos aparelhos de DVD é dado um código correspondente à região para qual ele foi produzido e vendido. Aos discos também é feito isso, portanto o aparelho de DVD só vai rodar os DVD's que possuem o mesmo código. Existem discos com mais de um código e que vão rodar nas regiões correspondentes, e há também discos sem nenhum código e que rodam em qualquer aparelho de DVD de qualquer região. Este código está presente no firmware do aparelho de DVD e no início da trilha do disco.

Por padrão todos tem diâmetro de 12 cm. Existe também CD's com 8 cm de diâmetro, conhecidos como "mini-CD" e possuindo cerca de 180 MB de espaço, utilizado principalmente para armazenar drivers de placas de expansão feitas para PC.

O CD sempre teve uma capacidade de armazenamento de 650 à 700 MB, nunca além deste valor. Para a época em que ele foi lançado era algo grandioso, mas com o passar dos anos essa capacidade de armazenamento se tornou pouco.

CD-DA

Este foi o primeiro tipo de CD lançado no mercado. Era feito para armazenar músicas. Se aconselhava não utilizar os cerca de 700 MB de espaço para não correr o risco de se ter falhas na leitura.

Este disco possui uma camada de Alumínio onde o laser atua gravando os dados.

CD-DA Text

Sua única diferença em relação ao CD-DA é a possibilidade de adicionar informações sobre as faixas de áudio gravadas nos disco.


CD-ROM

Sigla para "Compact Disc - Read Only Memory", que em português significa "Disco Compacto - Memória Somente de Leitura", criado em 1985 pela Sony e pela Philips.

Ele é baseado na mesma ideia das memória ROM: É possível gravar dados apenas uma vez num disco CD-ROM. Após a gravação você pode apenas ler os arquivos, sendo que nunca mais vai poder apaga-los. As ranhuras feitas pelo laser na superfície do disco são irreparáveis, o tornando não regravável.

Diferente do CD-DA, o CD-ROM pode ser utilizado para guardar qualquer tipo de informação, que vão de músicas à textos.

CD-R

Surgiu também o CD-R, sigla para "Compact Disc - Recordable", que em português significa "Disco Compacto - Recordavel. O CD-R substitui a camada de Alumínio por uma camada de Prata, Ouro, ou Platina juntamente com a tecnologia chamada de Organic Dye Technology, isto é, uma camada de corante orgânico (natural) onde os dados são gravados.

Assim como o CD-ROM, não há a possibilidade de regravação dos dados.

Qualquer tipo de informação pode ser gravada neste disco. Inicialmente surgiram versões de 250 MB e, posteriormente, de 650 MB.

CD-RW

CD-RW é a sigla para "Compact Disc - Recordable ReWritable", que em português significa "Disco Compacto - Regravável". É uma evolução do CD-R que permite a regravação dos dados várias vezes. Isso é possível pois a camada de corante foi substituída pelo composto químico AgInSbTe, uma liga de Prata, Índio, Antimônio e Telúrio, que muda de forma quando submetida à uma determinada quantidade de calor. O laser do leitor de CD aquece à uma temperatura em torno de 400°C derretendo o composto químico e fazendo ele voltar ao seu estado original, vulgarmente podemos dizer que ele volta a ser um CD virgem :v.

Além destes modelos mais conhecidos, existem vários outros tipos de CD que não tiveram muita repercussão no mercado. Alguns deles serão citados abaixo.

> Super Áudio-CD: Disco óptico especialmente para áudio que permite apenas uma gravação (mesma característica do CD-ROM). Foi desenvolvido com o intuito de disponibilizar uma maior fidelidade na reprodução de áudio digital, superando a qualidade do CD-DA;

> CD-ROM XA (eXtended Architeture): CD que permite o armazenamento de mais diversos tipos de dados (vídeo, áudio, texto e imagens) no mesmo disco. Estes discos contém setores do Modo 2 (áreas livres para outros tipos de dados através da omissão de código de detecção e correção de erros) e foram projetados para permitir que o áudio e outros dados sejam intercalados e lidos simultaneamente. Antes desta especificação ser criada, as imagens precisavam ser carregadas antes que as faixas de áudio pudessem ser reproduzidas. O modo 2 surgiu a partir do livro Amarelo (Yellow Book - o segundo livro de especificações do CD, criado pela Sony e pela Philips).

As especificações de CD-ROM XA incluem 256 cores, que são compatíveis com formatos de PC, CD-I e áudio ADPCM (Adaptive Differential Pulse Code Modulation). O Photo CD, Vídeo CD e CD-EXTRA foram baseados em CD-ROM XA, sendo que todos eles acabaram sendo unificados e atualmente são tecnologias presentes em qualquer CD-R e CD-RW.

> Enhanced Music CD: Também chamado de CD Extra ou CD Plus. É um formato de CD que permite o armazenamento de áudio e outros tipos de dados no mesmo disco, muito parecido com o CD-ROM XA;

> Photo-CD: Disco que permite armazenar imagens em formato digital, sendo feito especialmente para esta finalidade;

> Vídeo-CD; Versão do CD exclusiva para gravar e reproduzir vídeos. No VCD os arquivos são gravados de uma maneira padrão para assim garantir a leitura e reprodução em outros aparelhos capazes de ler VCD;

> Super Vídeo-CD: Surgiu como um formato intermediário entre o VCD e o formato DVD. O Super VCD permite uma maior qualidade nos dados gravados em relação ao VCD.

O motivo para ter tantos tipos de CD é porque, inicialmente, foi criado um formato de arquivo exclusivo para gravação e leitura de músicas, e posteriormente foi se criando adaptações neste formato para que se aceitasse inclusão de informações sobre a mídia gravada (nome do artista, do álbum e de cada faixa, como é o caso do CD-DA Text). Na sequência vieram formatos exclusivos para a gravação de imagens (como é o caso do Photo-CD), de vídeos (como é o caso do do VCD e Super VCD) e de arquivos diversos (músicas, imagens, textos, como é o caso do CD-ROM XA e do Enhanced Music CD).

Como foi dito, inicialmente os CD's utilizavam uma camada de Alumínio para a gravação dos dados, que nas últimas versões foi substituída por materiais mais simples (como é o caso do CD-R) ou que permitiam a regravação (como é o caso do CD-RW).

Ao final de sua jornada, o CD se tornou algo versátil: em um CD-R ou CD-RW você pode armazenar videos, fotos, músicas, arquivos de texto, programas, jogos, tudo em um mesmo disco (claro, desde que haja espaço o suficiente para todos os arquivos), sem que haja problemas com o reconhecimento e leitura dos arquivos e seus formatos.

Assim como os CD's, surgiram vários tipos de DVD's, a diferença é que a capacidade de armazenamento do CD se tornou um valor "mais ou menos padrão" (sendo 650 ou 700 MB e com algumas versões inferiores a isto, como foi dito mais acima). O DVD surgiu em várias versões, com várias capacidades diferentes, sendo que a versão DVD-5 com 4,7 GB de capacidade foi a que vigorou no mercado.

Veja abaixo a tabela de versões do DVD que surgiram no mercado:

Perceba que há a coluna "faces", que indica se os dois lados do DVD são utilizados ou não para gravar dados. Perceba também a coluna "camadas", que indica se há apenas uma camada ou duas camadas para a gravação de dados em uma face. Note que o DVD-4 é dupla face e possui 2 camadas em cada uma, já o DVD-14 também possui duas faces, mas uma delas tem uma camada e a outra tem duas.

DVD's com 8 cm de diâmetro também surgiram, mas não foram tão populares.

A tecnologia de duas camadas também é chamada de "Double Layer" para o DVD-R e DVD-RW e "Dual Layer" para o DVD+R e DVD+RW, portanto é comum um DVD vir com inscrições do tipo "DVD-RW DL" ou DVD+R DL", por exemplo. Esta tecnologia de dupla camada é feita com um material que causa semi transparência, fazendo com que o laser consiga acessar a segunda camada "atravessando" a primeira sem causar danos aos dados gravados.

DVD's que podem ser gravados dos dois lados, os face dupla (ou Double Side), não são tão comuns, e isso se deve ao fato do usuário ter que ter o trabalho de tirar o disco do leitor e inverter sua posição para poder acessar a outra face.

Abaixo é listado e explicado os principais tipos de DVD lançados no mercado:

DVD-ROM

Similar ao CD-ROM e ao CD-R, ou seja, só é possível gravar dados uma única vez, sem a possibilidade da apaga-los.

Também são feitos com uma camada de Alumínio servindo de superfície para a gravação dos dados via laser.

DVD-RAM

Similar ao CD-RW, onde é possível regravar os dados aproximadamente 100 mil vezes. É compatível apenas com equipamentos profissionais, não sendo indicado para consumidores comuns.

Este tipo de disco poderia ser utilizado como um "mini-HD", já que possuía capacidade muito inferior. Muitos vieram com uma capa de proteção a prova de intempéries.

A gravação e a leitura são feitos em uma série de círculos concêntricos, um formato que se aproxima mais do que ocorre nos discos rígidos (em todos os demais tipos de DVD, e também de CD, a gravação é feita em uma única linha contínua, uma espiral que parte do centro e termina na borda externa). Daí decorre o nome "gravação aleatória" (nos demais DVD, ela seria contínua) e também seu uso como um mini-HD, descrito acima. O DVD-RAM permite editar o conteúdo do DVD sem ter de apagar todo o conteúdo que já estava gravado. Oferece a possibilidade de gravação e leitura simultâneas (time shift) sem o risco de apagar a gravação. Este formato de disco é compatível com poucos leitores de DVD. Possui uma única camada de gravação.

Formato apoiado pela Hitachi, LG, Maxell, Matsushita (Panasonic), Samsung, Toshiba e JVC, através do RAM Promotion Group (RAMPRG).

Capacidade:

-> Versão 1.0: de 2,58 GB (um lado) a 5,16 GB (dois lados);

-> Versão 2.0: de 4,7 GB (um lado) e 9,4 GB (dois lados).

CURIOSIDADE: Em 2007, o custo do DVD-RAM era de aproximadamente quatro vezes o preço do DVD+RW, seu concorrente.

DVD-R

Similar ao DVD-ROM, ou seja, os dados não podem ser apagados e, consequentemente não há possibilidade de novas gravações. Assim como o CD-R, o DVD-R utiliza a tecnologia Organic Dye Technology como substituta do Alumínio.

DVD+R

Similar ao DVD-R. A única diferença notável é que o acesso as informações é levemente mais rápido se comparado com o DVD-R, e isso se deve ao processo de fabricação levemente diferenciado.

DVD-RW

Similar ao CD-RW. Pode ser regravado cerca de 1.000 vezes. A maioria dos DVD-Players suportam este tipo de DVD desde que ele esteja no modo "mídia fechada". Um DVD em modo "mídia aberta" significa que o usuário pode adicionar arquivos gradativamente até que o espaço de armazenamento seja totalmente utilizado. Se o usuário "fechar" o DVD através do software de gravação, o disco será impossibilitado de receber mais informações, mesmo que tenha espaço sobrando, e neste caso, para que o DVD seja "aberto" novamente, é necessário sua formatação.

O Layer Break, isto é, o ponto onde termina a leitura de uma camada e começa a da outra pode ser definido pelo usuário, diferente dos DVD-R e DVD-RW, onde o Layer Break é fixo.

DVD+RW

Similar ao DVD-RW. Pode ser regravado cerca de 1.000 vezes. Este tipo de DVD também precisa estar "fechado" para que seu conteúdo possa ser executado pelo DVD-Player. O Layer Break também pode ser definido pelo usuário. O DVD+RW possui uma velocidade de gravação um pouquinho maior se comparado com o DVD-RW, e isto permite a utilização de algumas tecnologias, como por exemplo a:

> Mount Rainier: Alterar os dados de apenas um setor sem a necessidade da formatação completa do disco;

> Lossless Linking: Interromper a gravação dos dados sem causar erros.

Na época do auge dos DVD's, dois consórcios "mandavam" na variedade de tipos de DVD's presente no mercado: a "DVD Fórum", que lançou o DVD-R e o DVD-RW, e a DVD+RW Alliance, que lançou o DVD+R e o DVD+RW.

A DVD Fórum, lançada em 1997, é apoiada pelas empresas Time Warner, Pionner e Toshiba, enquanto a DVD+RW Alliance, lançada em 2002, é apoiada pelas empresas Philips, Microsoft, Dell, HP e Sony. A DVD Fórum tem os direitos sobre o logotipo da tecnologia DVD, desta forma a DVD+RW Alliance não tem direito de inseri-lo em seus produtos.

Para a DVD+RW Alliance, o logotipo com a sigla "RW" foi adotada e pode ser utilizada tanto para o DVD+R quanto para o DVD+RW, gerando confusões na hora da compra.

No início, as empresas ou apoiavam a DVD Fórum ou a DVD+RW Alliance, fazendo com que alguns fabricantes disponibilizassem DVD Players compatíveis apenas com DVD-R e DVD-RW e outros fizessem somente para os formatos DVD+R e DVD+RW. No fim das contas, os dois formatos eram quase idênticos e a maioria das fabricantes optou por manter a compatibilidade com DVD's de ambos os consórcios. Até meados de 2003, os gravadores eram restritos a apenas um ou alguns tipos de DVD, até que a Sony lançou um aparelho hibrido, que suporta todos os formatos, conhecido como Combo Drive ou DVD-Multi.

Atualmente, praticamente todos os aparelhos de DVD suportam todos os tipos de DVD, sendo que muitos deles, como por exemplo os utilizados em desktop's, suportam até mesmo CD's. Muitos destes aparelhos hibridos vem com um logotipo "Super Multi". Veja o logotipo abaixo:

Outros tipos de DVD surgiram, e alguns deles serão detalhados abaixo:

> DVD-D: Este tipo de disco tem duração limitada graças à adição de uma camada de material altamente deteriorável quando exposto ao ar. Para locadoras era uma boa, pois se protegia os direitos autorais e não havia a necessidade da devolução do disco. Tanto o disco quando a capa podem ser reciclados. A empresa que desenvolveu o DVD-D é alemã e se chama FDD Technologies.

> O DVD-A: Sigla para DVD Áudio, foi criado em 2000, sendo o concorrente do Super Áudio CD e era utilizado exclusivamente para gravação de som em altíssima definição. Abaixo, uma tabela com as tecnologias suportadas, as taxas de amostragem e as resoluções suportadas pelo DVD-A:

O DVD-A foi desenvolvido pela DVD Fórum, possui 4,7 GB de espaço de armazenamento ou 8,5 GB se o disco possuir Dual Layer. O diâmetro é 12 cm, o padrão utilizado pela maioria dos discos ópticos. Tanto o Super Áudio CD quanto o DVD-A não vingaram no mercado.

> HD-DVD: Sigla para High Definition-DVD (também chamado de High Density DVD) foi uma tecnologia defendida pela Toshiba, Intel, NEC e Universal Pictures. O HD-DVD surgiu na mesma época do BluRay, sendo seu único concorrente.

O HD-DVD era uma melhora feita na tecnologia DVD original que permitiu capacidades de 15 GB ou 30 GB (caso o disco tiver Dual Layer), sendo esta a desvantagem em relação ao BluRay, que suportava 25 GB ou 50 GB utilizando apenas uma única camada. Apesar do HD-DVD ter um custo de produção mais barato e ser o suficiente para suportar as tecnologias que permitiam alta qualidade de áudio e vídeo, o BluRay saiu ganhando devido a sua ampla aceitação na indústria de entretenimento.

Em Fevereiro de 2008, a Toshiba anunciou o fim da produção de discos HD-DVD e, em Agosto de 2009, pediu para participar do Consórcio BluRay Disc Association.

Esta foi uma breve introdução a esta fantástica tecnologia que merece vários artigos para ser detalhada!

Caso tenha dúvidas, sugestões, reclamações ou queira reportar erros, mande um e-mail para hardwarecentrallr@gmail.com

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FONTES e CRÉDITOS

Fontes: História de tudo, Clube do hardware, InfoWester; ArtDisc; TecMundo; Wikipédia(Somente artigos com fontes verificadas!)


Ultima atualização: 05 de Janeiro de 2020.

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